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Conta de luz permanece sem cobrança extra em fevereiro com bandeira verde, confirma Aneel

por Plataforma dos Municípios
Conta de luz permanece sem cobrança extra em fevereiro com bandeira verde, confirma Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou nesta sexta-feira, dia 30, que a bandeira tarifária verde será mantida nas contas de luz durante o mês de fevereiro. A decisão significa que os consumidores não terão cobrança adicional na fatura de energia elétrica, cenário que se repete após a melhora nas condições de geração observadas no início de 2026.

Segundo a agência reguladora, o principal fator para a manutenção da bandeira verde foi o volume de chuvas registrado ao longo de janeiro, especialmente na segunda quinzena do mês. As precipitações favoreceram a recuperação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas em regiões estratégicas do país, como Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, reduzindo a pressão sobre o sistema elétrico nacional.

“De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, informou a Aneel em nota oficial.

Com a decisão, fevereiro segue sem acréscimos tarifários, o que impacta diretamente os consumidores residenciais, o comércio e a indústria, em um período tradicionalmente marcado por maior consumo de energia devido às altas temperaturas.

Avaliação mensal do sistema elétrico

A definição da bandeira tarifária ocorre mensalmente e leva em conta análises técnicas do Operador Nacional do Sistema Elétrico, responsável por avaliar as condições de geração e operação do Sistema Interligado Nacional. O ONS projeta a demanda de energia, estima os custos de geração e aponta a estratégia mais adequada para garantir o abastecimento em todo o país.

Essas informações são utilizadas pela Aneel para definir a cor da bandeira aplicada nas contas de luz. O calendário divulgado pela agência reguladora prevê que a próxima definição, referente ao mês de março, será anunciada no dia 27 de fevereiro.

O acompanhamento contínuo do cenário hidrológico é fundamental para o setor elétrico brasileiro, já que a matriz de geração do país é majoritariamente hídrica. Em períodos de chuvas abaixo da média, torna-se necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado e impacto direto na tarifa paga pelo consumidor final.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 com o objetivo de dar mais transparência aos custos da geração de energia elétrica no Brasil. As bandeiras funcionam como um sinal ao consumidor sobre as condições de produção de eletricidade no país e os custos associados a esse processo.

As cores indicam quanto está custando gerar a energia consumida. Quando as condições são favoráveis, como ocorre em períodos de bons níveis de reservatórios, é aplicada a bandeira verde, que não gera acréscimo na conta de luz. Já em situações menos favoráveis, entram em vigor as bandeiras amarela ou vermelha, com cobrança adicional proporcional ao consumo.

A cada mês, o custo de geração é reavaliado com base na previsão de chuvas, no nível dos reservatórios e na necessidade de acionamento de fontes mais caras. Essa dinâmica permite ajustes frequentes, acompanhando a realidade do sistema elétrico nacional.

Valores cobrados nas bandeiras amarela e vermelha

Quando a bandeira tarifária verde não é aplicada, a conta de luz passa a ter acréscimos calculados a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Na bandeira amarela, utilizada quando as condições de geração são menos favoráveis, o valor adicional é de R$ 1,88 para cada 100 quilowatts-hora.

Na bandeira vermelha, Patamar 1, acionada quando o custo de geração é mais elevado, o acréscimo sobe para R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Já no Patamar 2 da bandeira vermelha, que reflete condições ainda mais desfavoráveis, o valor adicional chega a R$ 7,87 para o mesmo volume de consumo.

Esses valores são definidos anualmente pela Aneel ao final do período úmido, normalmente em abril, e passam a valer para o ciclo seguinte. A revisão considera projeções hidrológicas e expectativas de demanda, buscando equilibrar a sustentabilidade financeira do setor elétrico com o impacto tarifário para os consumidores.

A manutenção da bandeira verde em fevereiro reforça um cenário momentaneamente mais confortável para o sistema elétrico brasileiro, embora a Aneel destaque que o acompanhamento das condições climáticas seguirá constante. A definição da bandeira nos próximos meses dependerá da evolução das chuvas e do comportamento dos reservatórios ao longo do fim do período úmido.

Fonte: Agência Brasil
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