Segundo dados do Relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI 2024), divulgado pelas Nações Unidas, 14,7 milhões de brasileiros deixaram de enfrentar a fome em 2023, e a insegurança alimentar severa caiu 85% no período. Apesar dos avanços, o desafio permanece em diversas regiões do país, exigindo políticas públicas estruturadas e de longo prazo.
O maior desafio dessas políticas está justamente na capacidade de coordenação, planejamento e execução. Para o engenheiro civil e gestor público Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, conhecido como Paulinho Mendonça, a liderança de grandes programas sociais exige visão estratégica, capacidade de articulação e acompanhamento permanente dos resultados.
Com mais de duas décadas de atuação em gestão pública e privada, ele coordenou o Programa Alagoas Sem Fome, iniciativa que reúne governo, setor produtivo e sociedade civil no enfrentamento à insegurança alimentar no estado.
“O principal desafio de um programa dessa dimensão é integrar diferentes atores em torno de um mesmo objetivo. Quando cada instituição entende seu papel e trabalha de forma coordenada, os resultados acontecem com mais rapidez e alcance”, afirma Paulo Roberto Esequiel de Mendonça.
Gestão além da operação
Embora a distribuição de alimentos seja uma das ações mais visíveis de programas sociais voltados ao combate à fome, a gestão envolve uma série de etapas menos perceptíveis para a população. Planejamento logístico, monitoramento de indicadores, mobilização de parceiros, captação de recursos e definição de prioridades fazem parte da rotina dos gestores.
Durante sua atuação no Alagoas Sem Fome, Paulo Roberto Esequiel de Mendonça acompanhou iniciativas que resultaram na arrecadação de mais de 97 toneladas de alimentos e na distribuição de 87 toneladas para famílias em situação de vulnerabilidade, alcançando mais de 54 mil pessoas em diferentes municípios alagoanos.
Segundo ele, o sucesso de uma política pública depende da capacidade de transformar dados em ações concretas.
“Programas sociais precisam trabalhar com indicadores claros. É necessário identificar onde estão as maiores demandas, acompanhar os resultados e fazer ajustes sempre que necessário. A gestão baseada em informações permite que os recursos sejam aplicados de forma mais eficiente”, explica.
Além da distribuição de alimentos, a iniciativa incorporou ações voltadas à geração de renda, capacitação profissional, fortalecimento da merenda escolar e implantação de hortas urbanas, ampliando o alcance da política pública.
A importância da articulação institucional
Um dos aspectos mais complexos na coordenação de programas sociais de grande escala é a construção de parcerias entre diferentes setores. Para especialistas em gestão pública, iniciativas que conseguem integrar governos, empresas e organizações sociais tendem a apresentar maior capacidade de execução e sustentabilidade ao longo do tempo.
Essa foi uma das premissas adotadas na condução do Alagoas Sem Fome. O programa mobilizou instituições públicas, empresas privadas e entidades da sociedade civil em uma rede de colaboração voltada para a segurança alimentar.
Na avaliação de Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, a articulação institucional é tão importante quanto os recursos financeiros disponíveis.
“Não existe política pública de grande impacto construída de forma isolada. Os resultados aparecem quando diferentes setores conseguem atuar de maneira complementar, compartilhando responsabilidades e objetivos”, destaca.
O reconhecimento dessa estratégia pode ser observado nos resultados alcançados pelo estado. Alagoas foi destaque nacional em iniciativas relacionadas à redução da insegurança alimentar, impulsionadas por ações integradas entre diferentes áreas do governo e parceiros da sociedade civil.
Liderança voltada para resultados
Coordenar equipes multidisciplinares e projetos que alcançam milhares de pessoas exige um modelo de liderança baseado em comunicação, organização e definição de metas.
Para Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, a liderança em programas sociais passa pela capacidade de manter todos os envolvidos alinhados em torno de um propósito comum.
“Quem lidera uma iniciativa dessa magnitude precisa entender que o foco não está apenas na execução das atividades, mas principalmente na entrega de resultados para a população. O impacto social deve ser o principal indicador de sucesso”, afirma.
Ele ressalta que o acompanhamento constante dos projetos permite identificar oportunidades de melhoria e ampliar o alcance das ações, especialmente em contextos de alta demanda social.
Planejamento para o futuro
Além das ações emergenciais, programas sociais vêm ampliando o foco em iniciativas estruturantes, capazes de reduzir desperdícios e criar soluções permanentes para problemas históricos.
Entre os projetos desenvolvidos em Alagoas está a futura Fábrica Alagoas Sem Fome, instalada na Ceasa, com a proposta de transformar alimentos que seriam descartados em produtos destinados ao consumo de famílias em situação de vulnerabilidade.
Para Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, iniciativas desse tipo representam uma evolução no modelo de gestão social.
“É importante atender as necessidades imediatas, mas também criar mecanismos que gerem eficiência e sustentabilidade. O planejamento de longo prazo é o que permite ampliar resultados e construir políticas públicas duradouras”, conclui.
Sobre Paulo Roberto Esequiel de Mendonça

Paulo Roberto Esequiel de Mendonça é engenheiro civil e empresário com mais de 20 anos de experiência em gestão de projetos públicos e privados em Alagoas. Atuou como Vice-Presidente Corporativo da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) e foi coordenador do Programa Alagoas Sem Fome, articulando parcerias entre governo, setor produtivo e sociedade civil. No setor privado, é responsável pela direção da PREM Engenharia Ltda.
