Acervo do MAM promove curso de história da arte

O curso promovido pelo Acervo do MAM será ministrado pelo doutor em história da arte pela Unicamp, Felipe Martinez

Começou na última segunda-feira (1º) o curso História da Arte, com obras que constituem o acervo do MAM. Serão 4 aulas no total, e a próxima será amanhã (8), por meio de videoconferência (em razão da pandemia), e sempre no horário das 19h às 21h. Os 4 encontros terão um custo de R$ 320 (pagos em até 2 parcelas).

Acervo do MAM com muito conteúdo histórico

A história do Brasil é constituída por diversos momentos. Sendo assim, poucos acervos conseguem contar uma história da arte moderna tão completa como o do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo). Formado por artistas de diferentes momentos da arte nacional e internacional, este acervo mostra como as manifestações artísticas no Brasil dialogam entre si e refletem as mudanças politicas e sociais registradas ao longo dos séculos 20 e 21.

Coleção

A coleção do museu paulista possui desde obras de artistas consagrados da arte brasileira, como Tarsila do Amaral e Cildo Meireles, quanto trabalhos contemporâneos produzidos no contexto das discussões recentes sobre representatividade. Apesar do conteúdo deste curso ser a arte nacional, ele também abordará artistas de outros países, como Léon Ferrari e Louise Bourgeois. E isso prova que o acervo do MAM se mistura à história da arte do Brasil e do mundo.

Programação dos 4 encontros

Aula 1 | (01/02) As origens da coleção do MAM
Neste encontro, será mostrado como a história do MAM se conecta à história do MAC-USP, desde a formação da coleção deste museu, a partir dos esforços de Ciccillo Matarazzo, até a doação de Carlo Tamagni para a formação de um novo MAM no fim dos anos 60. Além dos desenvolvimentos históricos, também serão vistos aspectos do modernismo brasileiro presentes no acervo do museu. Destaque para obras de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Ismael Nery.

Aula 2 | (08/02) Concretismo e Neoconcretismo no acervo do MAM
No segundo encontro, será visto como o concretismo está representado no acervo do MAM e como o projeto artístico dos grupos Ruptura e Frente se articulam com a história da arte brasileira e com as mudanças sociais e econômicas ocorridas no país. Destaque para a obra de Geraldo de Barros e Helio Oiticica.

Aula 3 | (15/02) Arte dos anos 60 e 70 no acervo do MAM
Na terceira aula, será visto de que modo a arte produzida no Brasil ao longo das décadas de 60 e 70 – com ramificações para os anos 80 – reflete as transformações estéticas e políticas ocorridas no país e no exterior. Entre os artistas abordados estarão: Cildo Meireles, Wesley Duke Lee, Léon Ferrari e Mira Schendel.

Aula 4 | (22/02) Arte contemporânea no acervo do MAM
O último encontro vai tratar das manifestações de arte contemporânea no acervo do MAM, com destaque para as exposições Panorama da Arte Brasileira, ocorridas nos anos 90 e 2000, de modo a mostrar como essas mostras – tradicionalmente organizadas pelo museu desde 1969 – ajudam a compreender os rumos da arte nacional.

Sobre Felipe Martinez

Felipe Martinez é doutor em história da arte pela Unicamp. Sua tese de mestrado foi sobre as obras de Van Gogh, no acervo do MASP, local onde também trabalhou como pesquisador. Hoje, ele atua como professor nos principais museus e espaços culturais de São Paulo, como o MAM, MASP e Casa do Saber. Além disso, ele é professor convidado do curso de Museologia e Formação Cultural da PUC de São Paulo e foi pesquisador associado do Nederlands Instituut voor Kunstgeschiedenis, na Holanda.

*Foto: Divulgação