Vacinação no Macapá gera filas e aglomeração

Vacinação no Macapá não possui doses para todos os trabalhadores de clínicas e laboratórios; ao todo, possui apenas 75%, o que gerou uma corrida ao posto montado em shopping

Nesta sexta-feira (5), a distribuição de senhas para vacinação no Macapá, destinada a trabalhadores de clínicas particulares e laboratórios, além dos residentes de medicina e enfermagem, provocou uma enorme fila e aglomerações em um posto de vacinação montado pela prefeitura em um shopping da cidade.

Vacinação no Macapá

A vacinação de profissionais da saúde foi motivo da “correria”, segundo relato da própria prefeitura. Além disso, o município ainda não possui doses suficientes para garantir a imunização de todos os trabalhadores deste grupo prioritário. Apenas 75% deles devem ser imunizados por enquanto. Sendo assim, foram distribuídas senhas para quem estava na fila.

Enquanto isso, no Recife, a vacinação começou no último dia 27, destinada a idosos com mais de 85 anos, com direito a 65 salas de vacinação.

Suspensão da vacinação para este grupo prioritário

Em virtude da insuficiência de doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde e a ausência de critérios para definir quem receberá as doses, houve o pedido de suspensão. A solicitação veio do MP-AP (Ministério Público do Amapá) para que este grupo prioritário não seja vacinado na capital do estado, por enquanto.

Documento

Nesta sexta (5), um documento foi encaminhado ao prefeito de Macapá, Antônio Furlan (Cidadania). Por meio do ofício, o órgão alega que não há imunizantes para todos do grupo prioritário. O grupo inclui ainda pessoas com comorbidades, transplantados, em tratamento contra o câncer e idosos. Portanto, é necessário que a “seleção dos trabalhadores da saúde que tomarão a vacina neste primeiro momento”.

Contudo, os promotores da 2ª Promotoria de Defesa da Saúde Pública de Macapá, Fábia Nilci Santana de Souza, e Wueber Duarte Penafort, alegam que a vacinação anunciada pela prefeitura de Macapá está em desacordo com a nota técnica do Ministério da Saúde. Isso porque não discrimina quais as clínicas e laboratórios onde trabalham e nem em quais grupos de risco estão os vacinados.

Listas nominais

Além disso, o MP-AP também recomendou que a vacinação no Macapá aconteça a partir de listas nominais. Elas devem ser elaboradas pelos gestores das unidades de saúde, com as informações sobre os critérios de prioridade adotados.

Posição da Prefeitura

Em contrapartida, a prefeitura de Macapá informou que promoveu uma ação nesta sexta (5) em um shopping da cidade para dar “celeridade” à vacinação dos trabalhadores da linha de frente que atuam em clínicas e laboratórios.

De acordo com o órgão, faltam doses para 25% dos profissionais de saúde que atuam em clínicas e laboratórios e residentes em medicina e enfermagem de Macapá. E ainda não há previsão de quando esses imunizantes serão enviados pelo Ministério da Saúde.

Também de acordo com a Prefeitura, só foram vacinadas as pessoas que se enquadraram nos requisitos após uma “análise criteriosa” da documentação.

*Foto: Divulgação/PMM