EcoCirco é atração deste mês do BioParque do Rio

BioParque do Rio recebe neste mês o espetáculo do Unicirco de Marcos Frota, em que a natureza e o circo de misturam; as visitas acontecem aos sábados e domingos

Após dois anos em obras, o BioParque do Rio, antigo RioZoo, na Quinta de Boa Vista abriu as portas ao público no fim de maço com um novo conceito de zoológico.

A criançada tem a oportunidade de conferir de perto os animais que vivem ali, de forma mais natural possível. Recentemente, a pequena Clarissa Amaral, de 5 anos, participou de uma verdadeira aula a céu aberto.

BioParque do Rio

A atual gestão do local, que reúne uma verdadeira história dos animais e repassados ao público, por meio de seus guias, é baseada em quatro pilares: pesquisa, conservação, educação e entretenimento.

O BioParque do Rio possui 1.100 animais de 140 espécies, em uma área de 130 mil metros quadrados, sendo 60 mil abertos ao público.

Vale lembrar que o local não tem jaulas nem grades. Sendo assim, os bichos contam com áreas que simulam seu habitat original e barreiras de vidro ou naturais, como no caso da Ilha dos Primatas.

Nela, vivem cinco espécies de pequenos primatas, o macaco-aranha-da-testa-branca, o cuxiú, o parauacu, o sagui e o bugio, que transitam por uma ponte suspensa e ficam bem próximos dos visitantes. No rio que circunda o espaço, há lagos habitados por peixes amazônicos.

Já os funcionários do parque passam informações como os hábitos e a alimentação dos animais, além de sua importância na natureza. Também explicam se estão em extinção e se fazem parte do programa de refaunação. É o caso dos guarás, que serão devolvidos á Baía de Guanabara. As aves ficam na Imersão Tropical, espaço de dois metros quadrados que tem como atrativo as revoadas e visa a dar ao visitante a sensação de entrar numa floresta de verdade.

Atrações do parque

Para a pequena Clarissa, uma das atrações mais aguardadas por ela era o leão Simba. Porém, o rei da selva estava tirando uma soneca matutina. Então, o que ela mais gostou de ver foi a dupla de ursos-de-óculos, Malu e Maia. Ao lado da prima, Marina, ela parecia uma bastante familiarizada com os animais que faziam graça e se exibiam ao nadar no tanque. Ela disse ao jornal O GLOBO:

“O Simba estava dormindo, mas a Malu e a Maia estavam acordadas.”

Capacidade de funcionamento

Atualmente, o BioParque do Rio está operando com cerca de 40% da capacidade do público. Contudo, a medida de segurança gerou o adiamento de algumas atrações, entre as quais, a parceria com as escolas e o passeio de barco na Saravana Africana.

Mas a grande novidade, segundo a gerente de operações, Tainá Bonato, será o passeio noturno, que promete encontros com animais de hábitos noturnos, como o leão:

“O visitante poderá ver animais, como o Simba, com seu máximo vigor, o que certamente será uma experiência bem diferente. O passeio de barco permitirá chegar ainda mais perto dos hipopótamos. Já a parceria com as escolas vai proporcionar aulas mais estruturadas e a realização de projetos como plantação de mudas.”

Entretanto, neste mês há também a apresentação do EcoCirco, espetáculo do Unicirco de Marcos Frota, em que a natureza e o circo de misturam. As visitas acontecem aos sábados e domingos.

Museu Nacional do Rio

Ao passear pelo BioParque, o visitante poderá conhecer ainda um pouco da História do Brasil, por meio de monumentos, itens e pisos que foram achados e preservados durante as obras. Um dos monumentos fica no espaço Reis da Selva, onde está o leão Simba, como parte do projeto arquitetônico criado por Indio da Costa.

Placas explicativas fazem referência aos achados. Alem disso, foram encontrados mais de 50 mil itens, que remontam, em sua maioria, ao dia a dia de trabalhadores que serviam a Família Imperial no século XIX. Entre eles estão fragmentos de louças, botões e moedas.

Uma parcela desse acervo está na exposição permanente instalada em um prédio histórico no BioParque. E nesta edificação é possível avistar o Museu Nacional do Rio de Janeiro, que recebeu como doação a maior parte desse material. Entretanto, a instituição segue com o prédio fechado desde o incêndio de 2018.

*Foto: Divulgação