Gustavo Menelau explica: Pedras na vesícula são associadas à alimentação gordurosa

Pedras na vesícula ou colelitíase (nome científico) são caracterizadas por dor do lado direito do abdome com irradiação para as costas, revela o médico

A pedra na vesícula é um assunto recorrente na área médica. Mas você consegue identificar quando seu corpo pode acusar esta enfermidade ou como ela pode ser tratada? Neste artigo entenderá melhor sobre tudo isso.

O que são pedras na vesícula?

A vesícula é um pequeno órgão que fica no fígado. Já as pedras nesta região são depósitos de fluidos digestivos que variam de tamanho e número, além de poderem ou não gerar sintomas.

O dr. Gustavo Menelau, especialista em gastro e cirurgia do aparelho digestivo explica que pedra na vesícula, nome científico para colelitíase, é uma “patologia muito frequente em nosso meio”, geralmente uma doença silenciosa. Mas quando a pessoa apresenta crises de dor, elas aumentam de intensidade e frequência. Elas também são caracterizadas por dor do lado direito do abdome com irradiação para as costas. E ainda estão associadas à alimentação gordurosa, assim como também há um “hereditário muito grande nessa doença”.

Tratamento para pedras na vesícula

Por outro lado, hoje, o tratamento pode ser realizado por meio de cirurgia videolaparoscopia, uma técnica pouco invasiva. A técnica consiste em fazer “4 furinhos na barriga”, explica Dr. Gustavo Menelau. Sua recuperação é muito rápida e sem sequelas ao organismo.

Colesterol alto pode ser um vilão

Por outro lado, o colesterol alto pode ser o vilão na maior parte dos casos de pedra na vesícula. É o que diz José Sebastião dos Santos, médico e especialista em cirurgia geral do aparelho digestivo, além de chefe da divisão de cirurgia digestiva e coordenador do Centro de Endoscopia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Ele explica que a bile (Litíase Biliar) produzida no fígado consiste em uma mistura de diversas substâncias. Entre as quais: o colesterol, responsável por aproximadamente 75% dos casos de formação de cálculos.

No entanto, muitos deles ficam depositados na vesícula e não provocam sintomas. Já outros podem ficar presos no duto biliar, o que impede o fluxo para o intestino.

Viver sem vesícula é possível?

A resposta é que é possível viver sem vesícula. Porém, uma pessoa pode não sobreviver se os dutos que fazem a ligação com outros órgãos, como o fígado e o intestino, estiverem obstruídos.

Santos diz ainda que, geralmente, o cálculo biliar acontece em adultos a partir dos 40 anos de idade. E quanto mais velho maior será a probabilidade de casos de pedras na vesícula.

Exames específicos

Para identificar o problema, basta realizar um ultrassom de abdômen ou uma ressonância para localizar os cálculos. Em relação ao aspecto físico, é possível ver um amarelamento no branco dos olhos, nas mucosas e na pele. Além disso, a urina fica escura como um refrigerante.

Dr. Gustavo Menelau explica: Pedras na vesícula são associadas à alimentação gordurosa. O médico finaliza, dizendo que “nos últimos tempos, notou-se um aumento de casos em adolescentes obesos. Mas também é recorrente pedra na vesícula em pessoas com obesidade, fumantes, diabéticos, e com maior frequência nas mulheres”.

Foto: Reprodução/DepositPhotos