Conheça a história do Museu de Artes e Ofícios em BH

Situado na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, o Museu de Artes e Ofícios, o MAO, possui grandes atrativos culturais. Seu acervo é extenso e abrange o universo trabalhista, dos ofícios, além das artes do país.

História do Museu de Artes e Ofícios

O que se pode notar no Museu de Artes e Ofícios é que seu acervo representa a reflexão do trabalhador em décadas e que também compreende o desenvolvimento social e humano do ponto de vista histórico.

O museu abriga aproximadamente 2.500 peças originais, datadas entre os séculos 17 e 20 e que em sua maioria foram doadas pela empreendedora cultural Ângela Gutierrez. Os objetos que podem ser contemplados pelo público vão desde utensílios, passando por instrumentos, máquinas e equipamentos associados ao meio produtivo pré-industrial nacional.

Merece destaque os setores: alimentício, curtume, energia, lapidação, mineração, ourivesaria e tecelagem. Todo este acervo foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Área educativa

O Museu de Artes e Ofícios dispõe de uma organização educativa que chega a ser extraordinária. Com isso, os processos de produção em seus diversos nichos e realizados de modo didático, faz com que os visitantes do museu possam caminhar pelo local como se estivessem desbravando trilhas, pelas quais eles são automaticamente transportados às várias fases de transformação das matérias primas ao produto final.

Segue abaixo as trilhas:

Trilha da Mineração – o trajeto percorre todas as etapas, que abrange desde a descoberta das minas de ouro e pedras preciosas até os meios de extração.

Trilha Afro-brasileira – por ela, o visitante conhece os diversos ofícios, em que eram usadas mão de obra escrava, e que também mostra sua importante colaboração para o desenvolvimento da economia do Brasil.

Trilha da História do Trabalho – esta se diferencia das demais por fazer uso da tecnologia com o intuito de explicar as várias áreas de evolução dos ofícios.

Trilha Pequenos Caminhos – ela é voltada para o público infantil por meio do universo lúdico, aprendendo sobre o núcleo trabalhista.

Trilha Mulheres e Ofícios – o percurso envolve indagações sobre a importância das mulheres no desenvolvimento histórico, relacionado às atividades econômicas da sociedade brasileira.

Implantação do Museu de artes e ofícios

A implantação do MAO foi iniciada em outubro de 2000, após a comemoração de dois anos de existência do Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG), que anunciou a decisão de implantar o Museu de Artes e Ofícios, com o apoio do Ministério da Cultura e da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos). O espaço foi planejado para receber a importante coleção organizada no decorrer da vida por Angela Gutierrez, presidente do ICFG, para que o grande público pudesse ter acesso a um acervo bastante rico da história do trabalho pré-industrial no país.

Inaugurado em 2006, o Museu de Artes e Ofícios está localizado na Estação Ferroviária Central de Belo Horizonte. Esta edificação também foi tombada pelo patrimônio cultural da cidade mineira.

De estilo neoclássico, os dois prédios da Estação constituem o conjunto arquitetônico do centro de Belo Horizonte, que foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA).

O MAO é dirigido atualmente pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, além de contar com o apoio do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e da Companhia Brasileira de Trens Urbanos.

Para saber toda a programação do MAO, acesse o site oficial.

Fontes: Site Cidade e Cultura; e site oficial do Museu de Artes e Ofícios

*Foto: Divulgação / Daniel Mansur