Fundo da Angra Partners detém agora participação na Renova Energia

A Cemig GT, braço da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), concluiu no dia 5 de maio a operação de vendas de sua participação na Renova Energia. Agora, o detentor da participação de capital social da empresa geradora é o AP Energias Renováveis Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia. Ele é administrado e gerido pela Mantiq Investimentos Ltda., uma gestora do grupo de Alberto Guth, a Angra Partners.

Isso inclui também a cessão de forma onerosa da totalidade de seus créditos detidos em face da Renova Comercializadora de Energia. O valor total da transação foi de R$ 60 milhões, com direito ao recebimento de earn-out pela Cemig GT, condicionado a eventos futuros, com o AP Energias Renováveis.

Como foi a venda

Vale lembrar que a operação de venda havia sido anunciada em novembro do ano passado.

A estatal mineira detinha 13,8% das ações da Renova, sendo a segunda maior sócia. Ela estava atrás somente de Ricardo Delneri, que detinha 25,34% do capital social – e é também o principal sócio da 2W Energia. 

Mais negociações de ativos

Além disso, a Renova (RNEW3) comunicou ainda no dia 5 de maio, que Ricardo Delneri vendeu a totalidade de suas ações vinculadas ao bloco de controle aos sócios Renato Amaral e Caetité Participações, que até então tinham 11,4% e 8,33% da companhia, respectivamente. As informações constam do último formulário de referência arquivado pela Renova na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em setembro de 2021.

Bloco de controle da Renova Energia

Com as vendas desses últimos ativos, agora, o bloco de controle da Renova Energia passa a ser constituído por: Renato Amaral, Caetité Participações e AP Energias Renováveis, que somam 24,07% das ações da companhia, sendo 47,47% das ações ordinárias.

Por outro lado, vale ressaltar, que Delneri ainda possui 20,41% das ações. Porém, está fora do bloco de controle, e a Cemig deixou a empresa em definitivo. 

Recuperação judicial

Apesar da venda de ativos, o que vem surtindo efeito nos últimos tempos, a Renova segue em processo de recuperação judicial, iniciado em 2019. Mas, recentemente, a companhia conseguiu concluir as obras da fase A do complexo Alto Sertão III. 

Foto: Reprodução/Unsplash