Renova Energia regulariza o fornecimento dos contratos LER

Renova Energia conseguiu a regularização após a conclusão da primeira fase de operação comercial do Complexo Alto Sertão III

A Renova Energia acaba de concluir a primeira fase comercial do Complexo Alto Sertão III, situado na Bahia. Com isso, a empresa também conseguiu regularizar o fornecimento dos contratos LER (Leilões de Energia de Reserva) de 2013 e 2014.

Renova Energia – nova fase

Vale destacar que desde outubro de 2019, a Renova Energia está em processo de recuperação judicial. Por outro lado, a única unidade eólica na Bahia, que ficou com a empresa após a venda de vários ativos para pagar dívidas no mercado possui capacidade para 432 megawatts (MW). É o suficiente para abastecer quase 1 milhão de residências. O parque será capaz de gerar R$ 250 milhões de caixa (Ebtida) por ano.

De acordo com o presidente da companhia, Marcelo Milliet, este será o pilar para liquidar as dívidas da Renova.

Em novembro de 2021 houve a venda da totalidade da participação de créditos da CEMIG GT em face da Renova para a Angra Partners, gestora de fundos e assessora financeira comandada por Alberto Guth. A transação ocorreu no momento quando a Renova estava prestes a iniciar a operação do completo Alto Sertão III.

Recuperação

Milliet foi nomeado para conduzir o processo de recuperação da empresa, homologado em dezembro de 2020.

Ele afirma que em relação ao começo da operação comercial do parque eólico, trata-se de um “marco histórico para nós e cumpre a promessa de retomada da trajetória da empresa, agora inteiramente focada em energia eólica e solar”.

Bons ventos

Agora o momento é outro e já existem 45 aerogeradores desta primeira fase do parque eólico, que são do modelo ECO 100/110/122, da GE, próprios para ventos de Classe A2, considerados entre os mais intensos mapeados no país.

Além disso, a energia já contratada será direcionada ao mercado regulado e para o mercado livre.

Histórico

Todavia, o projeto ficou paralisado durante cinco anos por problemas financeiros da companhia e foi retomado apenas em abril de 2021. Mas vale pontuar que a Renova foi uma das pioneiras no investimento de energia eólica no Brasil.

Fundada pelos empresários Ricardo Delneri e Renato Amaral durante a pior crise elétrica do Brasil, em 2001, a empresa teve suas ações lançadas na Bolsa. Consequentemente, atraiu a atenção de grandes empresas do setor, como Light e Cemig, que se tornaram acionistas.

Partes menores

Milliet ressaltou no ano passado que não é mais o foco da empresa a construção de grandes empreendimentos. Porém, a companhia deve seguir um ritmo menos acelerado. Ou seja, em vez de megaprojetos, a Renova aposta em parques que serão construídos em partes menores.

Mas o presidente da empresa afirma que “temos capacidade de voltarmos a ser um grande player do mercado”.

Outros projetos

Sendo assim, hoje, a companhia possui projetos com potencial de geração de 6 GW de energia em toda região Nordeste. Além de ter também uma Licença Ambiental para 13 parques eólicos nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco.

Decisão judicial

Por fim, no mês passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deferiu uma liminar que suspende a eficácia da sentença promovida pela Lightcom em face da RenovaCom. Na ocasião, ela havia declarado a rescisão unilateral do contrato de compra e venda de energia elétrica, firmado em 17 de outubro de 2013, destinados ao atendimento do mercado livre.

Portanto, com a decisão proferida, o contrato volta a vigorar imediatamente.