Renova pós recuperação judicial: conheça os planos

Renova pós recuperação judicial inclui duas iniciativas conjuntas  que reduziram o endividamento da empresa em R$ 1 milhão

No último dia 8, a Renova Energia comunicou que deu mais um passo para deixar para trás de vez seu processo de recuperação judicial. Para isso ocorrer, de fato, ela deve desempenhar duas iniciativas conjuntas. Ambas devem reduzir o endividamento da empresa em R$ 1 bilhão.

Renova pós recuperação judicial

A Renova pós recuperação judicial é uma realidade a partir da conclusão da venda de 100% de participação no Complexo Hidrelétrico Serra da Prata (Espra), antiga Enerbrás, para a Vinci Partners por R$ 265,8 milhões. A operação foi realizada com base no edital da UPI e do Plano de Recuperação Judicial do Grupo Renova.

Além disso, na paralela, os diretores da Angra Partners, confirmaram a conversão de passivo de R$ 770 milhões em ações na companhia, tornando-se o acionista majoritário. Vale destacar que esta manobra ocorrerá no próximo aumento da empresa, o que representará uma expressiva diminuição do endividamento em mais de R$ 1 bilhão.

Dívida extraconcursal com o Banco BTG

De acordo com o que determina o Plano de Recuperação Judicial, os valores obtidos com a transação serão usados para a liquidação de uma dívida extraconcursal com o Banco BTG, no valor de R$ 228.123.812,26. E também será feito o pagamento a credores com garantia real, assim como com credores quirografários e despesas operacionais da Renova e suas subsidiárias.

Como chegamos ao cenário atual

Hoje a Renova Energia vem conseguindo atingir um plano de recuperação satisfatório a partir de manobras anunciadas no fim de 2021.

É o caso da venda de participação da Cemig na companhia para a Angra Partners, que ficou com 30,3% da empresa de energia eólica. O valor da transação foi de R$ 60 milhões. Além do início das operações do Parque Eólico Alto Sertão III, Fase A, principal projeto da companhia.

O empreendimento inclui 155 torres de geração de energia eólica, distribuídas em 26 projetos, em seis cidades da Bahia. São elas: Caetité, Igaporã, Pindaí, Licínio de Almeida, Riacho de Santana e Guanambi.

Assim que o parque eólico estiver em funcionamento terá capacidade de gerar 432,7 MW. Esta energia será suficiente para abastecer entre 900 mil e 1 milhão de residências, segundo o padrão Aneel.

Foto: Reprodução/Unsplash