Casa da Alegria pede auxílio para cuidar de crianças e adolescentes

Casa da Alegria fica no bairro de Vargem Pequena, na zona Oeste do Rio de Janeiro e atua dando suporte às crianças e adolescentes de famílias muito carentes

A instituição Casa da Alegria nasceu em 2015, graças ao desejo de Márcia Damasceno de Siqueira de querer ajudar crianças que moravam na rua. Isso aconteceu quando ela tinha nove anos de idade e passados quase 45 anos desta conscientização em ajudar o próximo, ela consegue atender crianças e adolescentes carentes no bairro de Vargem Pequena, zona Oeste do Rio. No entanto, agora Márcia necessita de ajuda para manter o local aberto, por meio de doações e do auxílio de voluntários, especialmente de médicos, psicólogos, professores e nutricionistas.

Em declaração ao jornal O Globo, ela disse:

“Nós éramos uma família pobre. Mesmo assim foi muito chocante descobrir que existiam crianças vivendo nas ruas — conta Márcia. — Em toda a minha vida adulta eu procurei ajudar as pessoas, por isso digo que a principal vocação que o nosso voluntário precisa ter é a capacidade de se doar.”

Início da Casa da Alegria

Márcia conta que o começo da Casa da Alegria se deu quando ela e a amiga, Deise Esteves, decidiram alugar um imóvel pequeno, localizado na comunidade Novo Palmares. No domingo de Páscoa daquele ano, a dupla realizou uma atividade lúdica às crianças em uma sala vazia. Tempos depois, elas ganharam o apoio de Clicia Manoel, outra amiga que já possuía experiência no Grupo da Solidariedade, uma ONG da zona Norte carioca, que dá suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Atualmente, a Casa da Alegria opera em um imóvel maior e promove três refeições diárias aos pequenos e grandes da instituição, além de assistência psicológica. As brincadeiras também fazem parte da grade de programação do espaço, transformando-se em um local seguro em que 86 crianças e adolescentes passam seus dias.

Programa de suporte

Além disso, a Casa da Alegria também possui um programa de suporte às mães, principalmente focado nas mais jovens, em que são passados dicas de alimentação, cuidados com a casa, aulas de culinária e artesanato. A iniciativa ainda conta com um banco de empregos, onde estas mães aprendem com uma profissional de recursos humanos a como se comportarem em uma entrevista de emprego e de como montar um currículo adequado. Sobre isso, Márcia ressalta:

“Quando começamos, vi que seria importante tratar cada criança em suas particularidades. Porque há casos apenas de pobreza, mas às vezes precisamos lidar com situações em que há abuso, violência doméstica, abandono.”

Doações

A instituição consegue se manter em funcionamento graças a doações de parceiros. Porém, os gastos mensais somam, em média, R$ 11 mil. Portanto, toda ajuda é bem-vinda para que a Casa da Alegria continue fazendo a diferença na vida dessas crianças e adolescentes. Márcia revela que existe o desejo de ampliar esta equipe de auxílio.

“Há muitos casos de crianças que precisam ficar abrigadas, ou seja, dormir na instituição. Aqui na região não existe, por exemplo, um abrigo para meninas adolescentes. Mas, para transformar a Casa em abrigo, vamos precisar de muita ajuda.”

Promover o bem em meio a problemas de saúde

Apesar dos desafios diários que a Casa da Alegria enfrenta Márcia não perde a força. Tanto é que a fundadora da instituição decidiu abri-la na mesma época em que recebeu o diagnóstico de um tumor carcinoide. Esta doença não possui tratamento, o que fez com que Márcia tentasse realizar o quanto antes de sonho de vida. Hoje, ela convive com os sintomas deste raro tipo de câncer:

“Naquela hora eu pensei que, se fosse para morrer, que fosse depois de começar meu trabalho ajudando as crianças. Hoje, a casa é o que me mantém viva.”

Casa da alegria – informações

Quem quiser ajudar a Casa da Alegria com doações ou como voluntário, basta ligar para o número (21) 2259-2202.

Fonte: O Globo

*Foto: Divulgação / Marcos Ramos – Agência O Globo