Fisioterapeuta correrá por 24 horas em prol de doações a crianças e idosos

Fisioterapeuta Diego de Freitas Dresch deve percorrer trajeto em torno do Shopping Iguatemi, das 18h desta sexta-feira (20) até às 18h de sábado (21)

Comparado ao Forrest Gump, o fisioterapeuta de Porto Alegre, Diego de Freitas Dresch, de 39 anos, decidiu promover o bem neste fim de ano para ajudar crianças e idosos. O gesto de generosidade funcionará da seguinte forma: durante 24 horas, Dresch irá correr em volta do Shopping Iguatemi, na zona norte da capital gaúcha. Com isso, ele pretende arrecadar doações de brinquedos, alimentos, produtos de higiene pessoal e roupas. A ação começará às 18h desta esta sexta-feira (20) e deve perdurar até o mesmo horário de sábado (21).

Fisioterapeuta corredor

O fisioterapeuta deseja chamar atenção com sua corrida, no intuito de aumentar mais as doações para o 5º Desafio Solidário de Natal, idealizado por um grupo de ultramaratonistas desde 2015. A arrecadação será destinada a oito instituições que atende crianças e idosos, como o Lar de Santo Antônio dos Excepcionais, em Porto Alegre, e o Lar São Marcos, de Canoas.

Em entrevista ao site Gaúcha ZH, Diego afirmou:

“Eu já falei para os meus amigos: se eu posso ficar 24 horas correndo, eles podem sair de casa em algum momento desse período para vir fazer alguma doação.”

Esta não é a primeira vez que o fisioterapeuta sua a camisa em prol de quem precisa. No início deste ano, ele correu de Tramandaí, no litoral norte gaúcho, até o Morro dos Conventos, em Santa Catarina, num total de 152 km percorridos em 28 horas pela costa. Dresch chegou a publicar sua ideia nada convencional na internet, pedindo latas de leite em pó para uma instituição.

Faxina emocional

Quando corre, o fisioterapeuta aproveita para fazer uma faxina emocional, pensando nos desafios da vida, e ainda põe em dia as playlists de reggae. Ele conta que já chegou a rezar durante uma maratona e até chorar.

No desafio que durou até a costa de Santa Catarina, Diego foi sozinho, carregando toda a comida que conseguiu em uma mochila, só comprou água pelo caminho. Quase foi assaltado em Balneário Gaivota e recebeu uma espécie de escolta de policiais no local, que o compararam ao Forrest Gump, protagonizado por Tom Hanks, em que seu personagem correu pelos Estados Unidos por três anos e meio.

Diego afirma que ocorre muitas vezes de o chamarem de Forrest. Ele acha engraçado:

“Acho engraçado, mas não vejo muitas semelhanças.”

Outra coisa em comum com o Forrest é que o fisioterapeuta pretende correr “até ficar velhinho”.

Fisioterapeuta e a corrida de 24 horas

Para estar apto a participar do Desafio Solidário, Diego se preparou durante oito meses, com acompanhamento de profissionais. Ele conta que desta vez não estará só e que seus amigos estão montando uma escala para que ele esteja sempre acompanhado durante a corrida. Além deles, o fisioterapeuta também deve ter a companhia de Eduardo André Viamonte, conhecido mais como o Cara da Sunga, e das crianças do projeto Rosto ao Vento. Nesta iniciativa, a qual fisioterapeuta também é adepto, atletas levam crianças com paralisia cerebral para correr em triciclos adaptados.

Já na corrida do shopping, Diego deve parar de correr por 20 minutos a cada 3 horas para comer, fazer curativos em feridas que possam surgir e trocar as meias. É preciso um planejamento para realizar algo assim:

“É muito perigoso. Nosso corpo não é feito para isso, nós é que insistimos.”

A única coisa que o fisioterapeuta pede neste ato de generosidade é que as condições climáticas sejam favoráveis durante estas 24 horas.

Desafio Solidário de Natal

Organizado desde 2015 pelos amigos ultramaratonistas Felipe Eifert, Felipe Camargo e Luciano D’Arriaga, o Desafio Solidário de Natal monta uma tenda para arrecadar doações na esquina avenidas Antônio Carlos Berta e Tulio De Rose, entre o Iguatemi e o Bourbon Country, em Porto Alegre. Na última edição, arrecadaram quatro toneladas de alimentos e produtos de higiene e limpeza. Sobre isso, Luciano ressalta:

“Todos podem participar… Correr, caminhar, tomar um chimarrão e bater um papo, só não podem deixar de colaborar.”

Fonte: Site Gaúcha ZH

*Foto: Divulgação